Entenda a onda dos “livros de pintar” entre jovens e adultos, o impacto no bem-estar e a lista dos campeões de vendas no Brasil — com dicas certeiras para escolher o seu.
O que está acontecendo? Os livros de pintar viraram sensação outra vez — agora impulsionados por redes sociais, estética “cozy” e uma pegada de bem-estar que conversa com rotinas aceleradas. Quem compra? Jovens e adultos que buscam um hobby acessível, portátil e relaxante. Por que tanto sucesso? Porque junta três efeitos: pausa mental, criatividade descomplicada e um produto físico bonito, barato e “instagramável”.
Neste guia, você entende os motores da tendência, aprende a escolher o melhor livro de pintar para o seu perfil e confere a lista dos mais vendidos no Brasil hoje.
Por que os livros de pintar explodiram em 2025

Dados que explicam o boom
As listas de mais vendidos no Brasil mostram a força do movimento: na apuração anual de 2025 do PublishNews, livros de pintar da série Bobbie Goods ocupam várias posições do topo — “Do dia para a noite (Day to night)”, “Dias quentes (Spring Summer)”, “Isso e aquilo (This & That)” e “Dias frios (Fall Winter)” aparecem entre os líderes do ano. Em abril, o próprio PublishNews registrou que 12 dos 20 livros mais vendidos na semana eram de colorir, com destaque para o empurrão de jovens adultos e do público “cozy”. Esses números ajudam a entender que não se trata de nicho, mas de fenômeno de massa nas prateleiras brasileiras.
O efeito bem-estar: o que diz a ciência
Colorir é uma atividade de baixa barreira que acalma o cérebro e reduz estados de ansiedade no curto prazo, segundo materiais da Mayo Clinic e estudos randomizados que testaram livros de colorir em diferentes contextos clínicos. Ensaios controlados mostraram queda de ansiedade após sessões de colorir e bons resultados com mandalas em pacientes hospitalares; a literatura aponta a coloração como intervenção de “atenção plena guiada”, barata e simples de aplicar. Não substitui tratamento psicoterápico quando necessário, mas explica por que tantos leitores buscam esse respiro cotidiano.
Redes sociais, estética “cozy” e preço amigo
A nova onda tem catalisadores digitais. Reportagens destacam a influência do TikTok (inclusive com a TikTok Shop) e a estética do aconchego — “cute & cozy” — como motores de descoberta e compartilhamento. Soma-se a isso a faixa de preço acessível dos campeões (na casa de R$ 20 a R$ 40), papel encorpado para canetas e um design que convida a postar o resultado. É a mistura perfeita entre hobby, bem-estar e exibibilidade nas redes, renovando um fenômeno que já tinha explodido em 2015, quando “Jardim secreto” e “Floresta encantada”, de Johanna Basford, lideraram as vendas históricas por aqui.
Tendência com lastro: do dado semanal ao acumulado do ano
Não é fogo de palha. Além de picos semanais, o acumulado anual confirma sustentação: na fotografia de 2025, a combinação de títulos de colorir domina o topo do ranking geral, lado a lado com devocionais e não ficção popular. Isso indica um consumo recorrente (gente que compra mais de um volume da mesma coleção) e dá pistas de que a categoria se tornou “porta de entrada” para leitores eventuais. Para livrarias e editoras, é uma oportunidade concreta de ampliar mix, criar bundles com materiais de colorir e montar ilhas temáticas com alto giro.
Como escolher o melhor livro de pintar para o seu perfil
Papel e impressão: onde mora a experiência
Em livro de pintar, o papel manda. Procure gramaturas mais altas (100–180 g/m²) para evitar sangramento das canetas; páginas destacáveis facilitam colorir em mesa e emoldurar. Prefira impressão “frente única”, que permite usar marcadores sem perder o verso. Se o objetivo for lápis de cor, um papel levemente poroso ajuda a fixar pigmento e construir camadas. A fotografia do miolo — quando disponível nas lojas online — entrega muito sobre a qualidade: observe textura, contraste das linhas e margem interna para colorir perto da lombada sem sofrimento.
Nível de detalhe e tema: encontre seu “fluxo”
Há dois grandes estilos. O primeiro é o detalhista (mandalas, padrões intrincados, natureza minuciosa), ótimo para quem curte imersão longa e gradações sutis. O segundo é o “cozy life”, com cenas do cotidiano, bichinhos e objetos fofos, ideal para sessões rápidas e resultados fotogênicos. Se a ideia é relaxar, ajuste o desafio: comece com linhas mais largas, evolua para composições complexas e explore paletas limitadas de 3–5 cores para não travar na escolha. Para crianças ou iniciantes, busque traços bold e áreas maiores de preenchimento.
Encadernação, formato e portabilidade
Wire-o deita plano na mesa e facilita trabalhar cantos; brochura é mais barata e resistente na mochila. Tamanhos A4 brilham em casa; A5 e similares ganham pontos no transporte diário. Alguns livros trazem guia de paletas, testes de materiais e páginas de rascunho — diferenciais úteis para quem está começando. Pense no uso: se vai colorir no ônibus, formatos compactos e menos detalhados tendem a ser mais práticos; se a ideia é se desafiar no fim de semana, vá de páginas amplas e composições mais longas.
Materiais e cuidados: o essencial (sem gastar demais)
Você não precisa de cinquenta tons de lápis para ter resultados bonitos. Um conjunto básico de lápis macios, um incolor para “misturar” e duas canetas gel brancas para brilhos dão conta do recado. Para canetinhas, teste sempre no rodapé ou na página de rascunho. Mantenha o livro de pintar longe de vapor constante; umidade excessiva deforma papel e mancha tinta. Ao finalizar, fotografe com luz natural e ângulo de 45°; isso valoriza textura e evita reflexos. O objetivo é prazer e constância, não perfeição.
Quais são os mais vendidos no Brasil hoje
Top 5 que lideram as listas em 2025
Segundo os painéis do PublishNews e reportagens de junho, os cinco títulos mais quentes do ano incluem quatro volumes da série Bobbie Goods — “Do dia para a noite (Day to night)”, “Dias frios (Fall Winter)”, “Dias quentes (Spring Summer)” e “Isso e aquilo (This & That)” — com dezenas de milhares de exemplares vendidos só em junho, além de presença no topo do acumulado anual. Em comum, páginas grossas, cenas cotidianas “fofas” e zero texto: a narrativa nasce das cores de quem pinta. Completa o grupo dos campeões um infantojuvenil com brinde, o que confirma a força da categoria no varejo físico e online.
Outros destaques que surfam a onda
A estética “cute & cozy” se espalhou para selos brasileiros: a Ciranda Cultural, por exemplo, colocou volumes como “Comfy and Cozy Pink” e variações cromáticas entre as novidades de mais vendidos, sinalizando que coleções temáticas por cor e humor têm ótima tração. Em abril, a própria lista semanal do PublishNews registrou estreias de títulos “cozy” e reforçou que o público de livros de pintar está mais jovem do que na onda de 2015. Para as livrarias, isso justifica prateleiras dedicadas, kits com canetas e ações de comunidade aos sábados.
Clássicos que voltaram à roda
Vale lembrar de onde viemos: em 2015, “Jardim secreto” e “Floresta encantada”, de Johanna Basford, venderam centenas de milhares de cópias no Brasil e inauguraram a febre anterior. Hoje, esses clássicos voltam “em ondas”, turbinados por nostalgia e por novos públicos que descobriram os livros de pintar na internet e querem testar desafios mais detalhados. A diferença é que, agora, o topo de vendas pende ao traço amplo e às cenas acolhedoras, com preços competitivos e forte apoio de vídeos curtos e comunidades de coloristas.
Como usar o ranking para escolher o seu
Use a lista de mais vendidos como bússola, não como sentença. Se você quer sessões rápidas e fotografáveis, vá de Bobbie Goods e similares “cozy”. Se busca foco e meditação ativa, os volumes de mandalas e padrões complexos podem fazer mais sentido — e estudos sugerem benefícios pontuais à ansiedade durante e logo após a atividade. Quem pretende colorir com marcadores deve priorizar papel grosso e páginas destacáveis; já quem usa lápis de cor pode escolher livros com textura de papel que segure bem a camada.
Conclusão
Os livros de pintar estão no centro de uma convergência rara: prazer acessível, estética irresistível e um respaldo crescente de evidências sobre o alívio de estresse no curto prazo. As listas de 2025 mostram que não é modinha passageira; é um hábito que ganhou profundidade, comunidade e linguagem própria nas redes. Se você está chegando agora, comece com um volume “cozy” de traço largo para sentir a dinâmica de cor, luz e sombra sem pressão. Se já pinta há algum tempo, arrisque padrões mais complexos e materiais novos — mas sem transformar hobby em obrigação.
O que importa é a rotina: quinze minutos no meio do dia, três vezes por semana, podem ser o bastante para construir um ritual de cuidado que cabe no bolso e na agenda. E se a ideia é presentear, um livro de pintar com kit simples de lápis entrega muito valor por pouco, com efeito imediato de “uau”. Em um mundo acelerado, segurar um livro de papel, escolher cores e criar algo com as próprias mãos virou, com justiça, um luxo possível.
Perguntas frequentes (FAQs)
Livro de pintar ajuda mesmo a relaxar?
Evidências indicam redução de ansiedade no curto prazo após sessões de coloração, sobretudo quando a atividade é conduzida em clima de atenção plena. Não substitui terapia quando houver indicação clínica.
Quais são os títulos mais vendidos hoje no Brasil?
Em 2025, volumes da série Bobbie Goods dominam os rankings — como “Do dia para a noite”, “Dias frios”, “Dias quentes” e “Isso e aquilo” — liderando listas semanais e o acumulado do ano.
Por que a estética “cozy” está tão forte?
Porque entrega satisfação rápida, combina com redes sociais e tem preço acessível; reportagens citam influência do TikTok e da TikTok Shop nessa disseminação.
Qual papel escolher para canetinhas e marcadores?
Dê preferência a 120–180 g/m², páginas destacáveis e impressão em um lado da folha para evitar sangramento. Para lápis de cor, o papel pode ser um pouco mais poroso.
Tem livro de pintar bom e barato?
Sim. Parte dos best-sellers custa entre R$ 20 e R$ 40, com papel reforçado e cenas sem texto — ótimo custo-benefício para iniciantes. IstoÉ Dinheiro
Como começar sem se frustrar?
Defina sessões curtas (10–20 minutos), paleta de 3–5 cores e escolha traço mais largo. Com o tempo, aumente o nível de detalhe conforme seu gosto.
Livros de pintar são para crianças ou adultos?
Ambos. A onda atual atinge jovens e adultos, segundo o PublishNews, mas livros infantis e volumes “familiares” seguem fortes. PublishNews
Quero presentear. O que combina com o livro?
Um kit básico de lápis macios, um incolor para mistura e uma caneta gel branca para brilhos. Se a pessoa usa marcadores, inclua um bloco de testes.
Qual escolher para levar na bolsa?
Formatos A5/compactos, encadernação que deite plano e desenhos menos complexos funcionam melhor no deslocamento.
Existe risco em prometer “efeitos terapêuticos”?
Evite promessas absolutas. Fale em bem-estar e relaxamento; para condições clínicas, o caminho é acompanhamento profissional, com o livro de pintar como aliado.